Para executivos, salário no comércio eletrônico está superestimado

e-comerce salario comercio eletronico nambbu design e comunicacaoA falta de profissionais formados para atender as empresas de comércio eletrônico faz com que os salários, em geral, sejam mais altos do que gostariam os executivos do setor.

Alexandre Soncini, vice-presidente da empresa Vtex, uma das principais fornecedoras de tecnologia para o comércio eletrônico, diz que há uma incompatibilidade entre cargo e remuneração.

“Os juniores estão ganhando salários de analistas; os analistas, de gerentes; os gerentes, de seniores; e os seniores, de presidente.”

Ele diz que o problema da distorção apontada é que a produtividade dos profissionais, em geral, não é suficiente para compensar seu custo para a empresa.

Alessandro Gil, presidente-executivo da Rakuten Marketing no Brasil, afirma que o setor também sofre com a alta rotatividade, pois muitos trocam de emprego em busca de melhores salários.

“Não é normal entrevistar pessoas de 25 anos que ganham acima de R$ 12 mil. O passe desses profissionais tem se valorizado muito.”

A principal divergência dos especialistas é sobre a possibilidade de a concorrência por profissionais diminuir.

Soncini diz acreditar que isso não deve acontecer no curto prazo, pois o e-commerce segue crescendo, apesar de a economia estar menos aquecida neste ano.

Gil, por outro lado, diz estar vendo um movimento de demissões de algumas pessoas com salários altos, para serem substituídas por jovens que ganham menos.

Pequenas empresas também participam ativamente da luta do profissionais.

Renato Pereira, 41, sócio da loja virtual Bebê Boutique, diz que, inicialmente, treinava ele mesmo os funcionários que conseguia trazer para trabalhar com ele, em geral pessoas que haviam acabado de se formar em um curso de moda.

Conforme a necessidade de especialização da empresa aumentou, passou a contratar empresas de recrutamento para conseguir profissionais com experiência no setor.

Sua equipe é formada por funcionários de nível júnior e médio, que costumam passar por treinamentos externos.

“Pequena também rouba funcionários de companhias grandes, oferecendo possibilidade de estar em uma empresa que oferece espaço para crescer e bônus em ações.”

 

Fonte: Folha de S. Paulo

Sobre a namBBU (www.nambbu.com.br): a namBBU, empresa do grupo Chacal, é uma agência full service com atuação especializada em design, comunicação e tecnologia. Fundada em 2007, derivada do antigo Studio BR4, a companhia conta com aproximadamente 150 clientes distribuídos em 6 Estados brasileiros. O grande diferencial em sua operação constitui-se na simplicidade do fazer acontecer e especialmente na abordagem full service, que oferece não somente um amplo leque de produtos e serviços para a conveniência de seus clientes, mas, sobretudo, sincroniza estratégias de comunicação entre a companhia e seus stakeholders.



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